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Cacimba do Góis |
José Antonio deixou uma “botija” debaixo de um juazeiro, que ainda
existe. No ano de 1914 os moradores eram: João do Rosário, Manoel do
Rosário, Izaca José Fernandes e a velha Raulinda e outros mais.
Nessa época estas famílias viviam da caça do mato: como tatu, peba,
porco do mato, girita, teju. Também era parte relevante a massa de
macambira. As feiras eram realizadas em Mossoró, com carros de boi.
Trazia a farinha, café, rapadura que vinham do Cariri. O transporte era
feito ao lombo de burros e jumentos.
O primeiro transporte a andar no Góis foi a “baratinha de Zé Patrocínio”
(que era uma rural). A primeira missa celebrada no Sítio do Góis foi na
casa de Zaca de Zé Fernandes pele Padre Benedito Alves. Nessa época os
moradores eram Nel Baieta, Pedro de Josefa, Rodrigo, Miscena, Chico
Valdivino e outros mais. A primeira professora foi Francisca Padre, no
ano de 1937.
A vida sempre foi difícil para as famílias que basicamente viviam da
agricultura e da pecuária. Hoje já aconteceram mudanças, a primeira
coisa a ser feita foi a Igreja Católica, que foi construída com o apoio
da comunidade. Temos dois grupos: o CESPE feito pela FUNDEVAPI e a
comunidade, temos duas sedes a do flamengo e do Botafogo (hoje
desativadas), uma quadra de esporte e etc.
Cada família tem um lote de 20 hectares além da área coletiva e a área
de reserva legal. Cada família trabalha no seu lote e também trabalham
em regime de mutirão na área coletiva. Nos Lotes o trabalho sempre é
realizado através de mutirão com 2 a 3 pessoas.
Existe uma Associação fundada em1998 é neste espaço que se discuti toda
vida do assentamento. Hoje a comunidade conta com apoio de vários
parceiros como: STR - Sindicato dos Trabalhadores (as) Rurais de Apodi e
a CPT - Comissão Pastoral da Terra. As famílias que mais antigas que
habitaram e ainda habitam o Sitio do Góis tem uma vasta experiência com o
plantio de algodão desde a época que se trabalhava com o bom e velho
algodão mocó. Com a política de incentivos ao cultivo do algodão
herbáceo houve a transição e as famílias passaram o monocultivo do
herbáceo e com isso o fracasso da cadeia por muito tempo.
Contribuiram para este artigo:
- Alunos da Escola Zenilda Gama, moradores da comunidade.
- Gonçalo Filho - engenheiro agrônomo.
FONTE - TUDO DE APODI
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